Em dia histórico para o Amazonas, a aluna do curso de Pedagogia da Escola Normal Superior da Universidade do Estado do Amazonas (ENS/UEA), Vanda Ortega, da etnia Witoto, foi a primeira mulher indígena a ser vacinada no Estado contra a Covid-19. A imunização aconteceu na noite da segunda-feira (18/01), no Centro de Convenções Vasco Vasques, durante a solenidade oficial de abertura da campanha de vacinação.

A aluna da UEA e também técnica de enfermagem, destacou que a imunização representa vida e orgulho para os povos indígenas. “Esse momento representa muito para os povos indígenas desse País. Essa vacina é importante para o nosso povo, é importante para todos os brasileiros, e para os indígenas não seria diferente. Temos conscientizado nossos parentes da importância da imunização para garantia das nossas vidas. Nós temos muitos indígenas nesse momento infectados por Covid, precisamos de cuidado e cuidar dos nossos pacientes, dos nossos parentes, então esse momento é histórico pra gente vivenciar”, enfatizou.

Nessa primeira fase, 262 mil pessoas vão ser vacinadas, começando por trabalhadores da saúde, população indígena e idosos, de acordo com o Plano Operacional da Campanha de Vacinação, elaborado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). Em Manaus, inicialmente, serão imunizados cerca de 28 mil profissionais da saúde que estão na linha de frente. As 50 mil doses de vacinas doadas pelo Governo do Estado de São Paulo, quando recebidas, entrarão no cronograma da primeira fase.

Vacinação

Para o especialista e professor da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA/UEA), Alex Martins, a vacinação é a única maneira até o momento de definitivamente acabar com a Covid-19. “O vírus está em circulação plena. Sabemos que existem atualmente mutações acontecendo, então a vacinação imediata das pessoas é fundamental para a diminuir essa circulação viral e evitar que essas mutações aconteçam”, comentou.

O professor enfatizou ainda que é indispensável a imunização dos profissionais de saúde, principalmente os que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus, neste primeiro momento. Alex reforça e solicita que a população idosa, a partir dos 80 anos e os indígenas, a aderirem a vacinação.

Sobre as doses, o professor explica que é fundamental que a população tome as duas doses para garantir que o organismo desenvolva a imunidade necessária para a proteção. “A produção de anticorpos que garantem nossa imunidade começa desde a primeira dose. No entanto, só atingimos maior segurança após a dose de reforço. E mesmo assim, deveremos manter todas as medidas de prevenção até que boa parte da população esteja vacinada”, disse.

Alex esclareceu também outra dúvida sobre a imunização. No caso de pacientes internados, a vacina não é indicada. Segundo ele, a Farmacovigilância orienta que a imunização seja feita nas pessoas que tiveram a doença após quatro semanas contando a partir dos primeiros sintomas. “A vacina não é indica para quem tem algum quadro infeccioso instalado. Quem teve a Covid-19 deve esperar a melhora do quadro clínico para poder receber a vacinação, ou seja, estejam totalmente curados da doença”, salientou.

Por fim, o professor avaliou a vacina como segura, eficaz e viável para sanar a doença no Brasil e no mundo. “Existem órgãos de controle internacionais que definem esse critério. A vacina é segura. Nas testagens realizadas observou-se resultados satisfatórios. É importante que as pessoas se vacinem. Só vamos conseguir controlar definitivamente a doença e viver novamente uma vida normal após atingirmos um mínimo de percentual de vacinação como meta estabelecida pelo Programa Nacional de Imunização. Precisamos vacinar pelo menos 80% da população para garantir o controle dessa pandemia. As pessoas precisam se vacinarem e acreditarem na ciência acima de tudo”, finalizou.

Currículo

Alex Martins é graduado em Enfermagem, Especialista em Gestão pela Instituição Israelita Albert Einstein, Mestre em Doenças Tropicais Infecciosas pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado; Doutorando do Programa de Administração da Faculdade de Economia e Administração da USP.

Texto: Gerson Freitas – ASCOM UEA/ com informações da SECOM
Foto: Arthur Castro/ SECOM


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